Terminadas as eleições autárquicas o país recompõe-se, reajusta-se e recomeça com os olhos postos no território.

E é nesta dimensão geográfica que importa cada vez mais apostar quando falamos de responsabilidade social.

As autarquias podem ser e são extraordinários polos de sustentabilidade, delas irradia uma preocupação holística que concatena o desenvolvimento económico, a inclusão social, a preservação ambiental e a salvaguarda dos valores do património e da cultura.

Centros nevrálgicos de responsabilidade social, câmaras municipais e freguesias podem fazer a diferença, envolvendo as suas comunidades, incutindo uma pedagogia de respeito pelos recursos e garantindo um legado para as gerações futuras.

O GRACE tem apostado numa forte cooperação com autarquias porque nelas reconhece o poder legitimado de uma sociedade preocupada com o indivíduo e com a sua pertença ao coletivo.

Nelas procuramos a sua mediação entre empresas e economia social, entre universidades e o mundo do trabalho, entre o cidadão e o estado central.

Nestes últimos meses temos abordado temas que em muito se relacionam com uma perspetiva de atuação ao nível local, interpretando as necessidades, identificando as micro-competências e promovendo a criação de redes de entendimento e convergência.

Toda a preparação do GIRO deste ano, que nos ocupou nos últimos meses, é bem o exemplo desta preocupação em fazer um zoom solidário em busca das carências das populações em zonas vulneráveis no interior do país e também na capital.

A verdade é que, qualquer que seja o subtema da responsabilidade social que queiramos desenvolver, ele ganha cor e pertinência quando se aproxima dos stakeholders, quando reduz a distância, quando parte de uma abordagem de proximidade.

Vai iniciar-se mais um ciclo de gestão autárquica e aqui renovamos a esperança de que quem permanece e de quem chega de novo saiba manter o espírito e a ação em prol de um país menos desigual e mais sustentável.

 

Paula Guimarães

Presidente do GRACE em representação da Fundação Montepio