Pese embora a evolução concetual verificada nos últimos anos, o que é facto é que o pilar da Cultura continua a ser o elo mais fraco e o que menos tem merecido referência na literatura da especialidade.

Mas a cultura é mais do que um pilar da sustentabilidade, é o seu enquadramento, a sua matriz valorativa, o húmus que permite que cresçam ideias como a diversidade, a cooperação, a inovação.

E cada vez mais temos vindo a sentir a necessidade de incentivar a intervenção das empresas como agente de mobilização cultural e de parceiro na sua preservação. O que é facto é que, em Portugal, se não fosse a presença das empresas neste domínio, a produção artística e a oferta cultural seriam de reduzida expressão.

 

Muitas vezes a ação das empresas é de puro marketing, mas, ainda assim, não é despicienda a sua importância ao nível do patrocínio de orquestras, exposições, espetáculos teatrais e salvaguarda do património, permitindo a democratização do acesso a esses eventos e a sua própria realização.

Mas outras ações ultrapassam essa dimensão publicitária e efetivam verdadeira responsabilidade social, como é o caso do Prémio Maria José Nogueira Pinto da MSD que apoiou o projeto Sobre Rodas da ADPM de Mértola, o projeto de reciclagem da Unicer em parceria com a CAIS, o apoio dado ao Espaço T pela Fundação Montepio, ou o projeto Arte Urbana da EDP.

Em todo estes exemplos, as empresas reconhecem nas manifestações artísticas uma forma de garantir a inclusão dos mais vulneráveis na sociedade e promovem a arte, nas suas diversas formas, como mensagem de desenvolvimento.

 

A arte é, também, um negócio sustentável, um negócio de beleza e de humanidade mas que se traduz num valor económico tangível, não apenas para o seu autor, mas para toda a comunidade envolvente.

Exemplo dessa perspetiva foi o evento organizado pela We Art, um dos mais recentes associado do GRACE. Em parceria com a AIP e com o envolvimento do GRACE, esta empresa aproximou 10 artistas plásticos de empresas mecenas, abrindo novas portas para os jovens criadores e sensibilizando o setor empresarial para o poder da arte.

 

Estão lançados os dados para uma abordagem cada vez mais sólida e profunda neste campo da cultura, desafio ao qual os nossos Associados não deixarão de aderir.