Após as boas-vindas de Vítor Domingos dos Santos, Presidente do Conselho de Administração do Metropolitano de Lisboa, a sessão de abertura contou com a intervenção do Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. José Vieira da Silva abordou 3 aspetos fundamentais nos quais a Responsabilidade Social das empresas começa na sua própria organização. Além da questão ambiental, reforçou as desigualdades salariais nomeadamente no que ao género diz respeito, e o caminho que está a ser seguido em Portugal e na Europa é a responsabilidade das empresas numa maior transparência neste tema. “Também no campo da conciliação trabalho - vida pessoal há muito a fazer”, afirmou, acrescentando que uma nova directiva sobre o tema está em fase final de aprovação. A Responsabilidade Social das empresas “cada vez mais se afasta do modelo assistencialista e se aproxima do compromisso cívico”.   

 

 

Valeria Ronzitti, Secretária-Geral do CEEP Europa, fez uma retrospectiva das atividades da Associação e abordou o programa de treino (único autorizado a nível europeu) de managers de empresas públicas para a RSC e do qual será publicado um manual com boas práticas. Deixou um grande elogio a Portugal, que em tempos de grande crise no passado conseguiu ter empresas públicas vencedoras como foi o caso do Associado Gebalis.     

 

Mário Parra da Silva, Presidente da Aliança ODS Portugal, fez uma breve história da evolução da Responsabilidade Social Corporativa, destacando o Livro Verde da EU, a norma ISO 26000 e a Agenda 2030 da ONU com as suas 169 metas dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável. Deixou claro que as Empresas têm de assumir os impactos que geram, sejam eles positivos ou negativos e que Portugal tem de conseguir resolver o grave problema de governação que tem, já que a Responsabilidade Social é, no fundo, um tema de gestão. Não obstante a pertinência da Diretiva Europeia de Informação Não Financeira, transposta em Portugal no ano passado, o grande desafio será efectivamente a materialidade, ou seja, concretizar o relato não financeiro será a maior barreira que as empresas terão de ultrapassar a médio-curto prazo.

 

 

O painel dedicado ao Estado da Arte da RS nas Empresas, contou com a participação de Miguel Vaz, Chefe de Divisão de Sustentabilidade da DGAE, Isabel Cabrita e Ana Lúcia Romão, ambas do ISCSP, que apresentaram resultados preliminares do Inquérito Nacional sobre Conduta Empresarial Responsável e Direitos Humanos que será lançado em início de 2019 e que contou com o apoio do GRACE.       

 

 

No segundo painel, sobre práticas de Responsabilidade Social das Empresas, moderado por Fernando Miguel Seabra, do ISCAL, pudemos ouvir Paulo Fontes, Diretor de Comunicação e Campanhas da Amnistia Internacional Portugal (AI), que realçou o importante papel da AI na sensibilização para a RS junto das empresas; Pedro Pinto de Jesus, Presidente da Gebalis, apresentou algumas iniciativas da empresa pública como os Guardiões do Jardim e o programa Life. Após um breve resumo sobre o GRACE, Luís Roberto, Vice-Presidente do GRACE, partilhou em primeira mão o tema da Academia GRACE 2018-19, lançada esta segunda-feira, iniciativa inserida no projeto Uni.Network, que pretende sensibilizar os futuros gestores e decisores das empresas para a temática da RSC. Abordou também outras iniciativas do GRACE ligadas às PME como o Guia RSC nas PME e o Encontro Ibérico em parceria com a Forética, realçando que, segundo dados da Pordata, das 1 214 mil empresas registadas, 1 231 mil são PME e segundo um estudo da Informa D&B, apesar de serem as Grandes Empresas as responsáveis pela maior fatia de investimento financeiro na comunidade, a relevância das PME está a aumentar pois são estas que, estando mais próximas das comunidades, podem gera maior impacto. Fernanda Ferreira Dias, Diretora-Geral da DGAE, abordou algumas iniciativas que as entidades governamentais desenvolvem no âmbito da Responsabilidade Social, com impacto não só no tecido empresarial e na sociedade portuguesa mas também a nível internacional.  

 

 

A sessão foi encerrada por Pedro Cunha Serra, Presidente do CEEP Portugal.