• Desafios e Oportunidades da RSC nas Instituições Financeiras*

    Pensar em instituições financeiras é pensar, de forma natural e intuitiva, no seu fim primário: criação de valor económico e financeiro. Através da sua atividade de intermediação de recursos financeiros, as instituições financeiras desempenham um papel essencial na dinamização da economia e na vida dos agentes económicos (particulares e empresas).
    Atendendo a que o impacto da atividade das instituições financeiras na sociedade extravasa o seu universo direto de colaboradores, clientes e parceiros, uma estratégia de negócio sustentável deverá encontrar-se igualmente aliada a uma intervenção responsável para com a sociedade. Aplicando o princípio da reciprocidade, a sociedade devolverá à instituição financeira na mesma medida que receber desta exemplos de confiança, dedicação e parceria.
    Não obstante a consciência e reconhecimento crescentes de que a solidez das instituições (e, pelo seu peso e relevância, da economia) se encontra dependente da adoção de medidas assentes na sustentabilidade e responsabilidade social corporativa, a pressão imprimida nas instituições financeiras para a obtenção de resultados e a agressividade concorrencial verificada nos últimos anos resultaram na aplicação de comportamentos por vezes dissonantes das práticas de responsabilidade social corporativa.
    Esta situação abalou a imagem que a sociedade tem do setor, historicamente apontado como sério, fiável e robusto, uma das forças essenciais ao funcionamento corrente da economia.
    O momento é, assim, propício a efetuar uma análise introspetiva sobre o setor, à luz do seu desempenho social, por forma a identificar os principais desafios e oportunidades que se lhe colocam.

    Este grupo de trabalho contou com a colaboração das seguintes entidades financeiras: Banco Popular, Caixa Geral de Depósitos, Edmond de Rothschild, Millennium bcp, Montepio Geral,Santander Totta.

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  • Desafios e Oportunidades da RSC nas Sociedades de Advogados*

    As exigências de uma sociedade em constante mudança e as diversas crises, ambientais, políticas, sociais e humanitárias que hoje enfrentamos, independentemente das suas origens internas ou externas, naturais, bélicas ou económico-financeiras, têm exigido das Sociedades de Advogados uma profunda reflexão sobre o papel que estas podem e devem assumir na defesa de grupos mais vulneráveis, na promoção de uma justiça mais equitativa e universal e no desenvolvimento de ações com impacto positivo na Comunidade.
    Esta reflexão tem-se traduzido em iniciativas com estruturação diversa, no âmbito da responsabilidade social de cada Sociedade de Advogados. Tendo presentes os desafios e oportunidades colocados a este setor, o GRACE entendeu oportuno o lançamento da presente Ficha Setorial, tendo constituído, assim, um Grupo de Trabalho (GT).
    O GT Sociedades de Advogados, coordenado pelo GRACE e pela BSD Consulting e contando com diversas Sociedades de Advogados que atuam em Portugal, teve assim como primeiro objetivo identificar os principais desafios que a responsabilidade social corporativa coloca a este setor de atividade, bem como as oportunidades que poderão, e deverão, ser aproveitadas pelas Sociedades de Advogados.
    A advocacia constitui o exercício privado de funções de natureza pública, tendo a atuação do advogado como objetivo a satisfação do interesse do seu constituinte no aconselhamento, composição e resolução de questões ou litígios de natureza jurídica. O advogado está assim, simultaneamente, a aconselhar a resolução de uma questão particular e a contribuir ativamente para a realização da justiça.
    As sociedades de advogados são uma indústria especial; não são sociedades de capitais, são sociedades de pessoas. Os desafios de gestão são igualmente complexos, mas com diferenças substanciais face a uma empresa tradicional e com um modelo de governação diferente.

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  • Os Desafios e Oportunidades da RSC no Setor dos Transportes*

    Grupo de Trabalho dedicado ao Setor dos Transportes e que contou com a participação das empresas: DHL, Sair da Casca, Transporta (Go Express), Transportes de Lisboa e Urbanos.
    Esta reflexão que abre com uma breve caraterização do setor, apresenta como conclusões três desafios para o setor no âmbito das condições de trabalho dos colaboradores, dos níveis de serviço e expectativa do cliente e de resposta do mercado, e de dumping de preços.
    São ainda identificadas três oportunidades a explorar na área da responsabilidade social corporativa dos transportes, abordando a criação e consolidação de reputação, a responsabilidade social Interna e a segurança, e redução da pegada ecológica.

    Com vista a refletir sobre os desafios e as oportunidades da responsabilidade social corporativa no setor dos transportes, a ficha setorial desenvolve recomendações para enfrentar os riscos e aproveitar as oportunidades e cujos principais resultados são os seguintes:

    • A criação de estruturas mais flexíveis no planeamento dos horários de trabalho, procurando soluções que promovam a conciliação trabalho/família;
    • A prática de tarifários distintos consoante as zonas de distribuição forem mais ou menos concentradas e possuírem maior ou menor quantidade de tráfego por quilómetro percorrido;
    • A consolidação do número de operadores com o objetivo de ganhar massa crítica e permitir uma abordagem mais qualitativa ao mercado;
    • A criação de soluções que vão ao encontro de necessidades específicas dos clientes, como os produtos verdes que permitem compensação das emissões de carbono produzidas durante o transporte;
    • A criação de planos graduais e realistas e a orientação dos prestadores de serviços para códigos de boas práticas no âmbito da Gestão Ambiental e Saúde e Segurança no Trabalho;
    • A afetação mais eficiente dos vários segmentos de frota por carreira e por período horário;
    • Alteração de tarifários que releve não só o fator peso, mas também volume;
    • Introdução de critérios de eficiência ambiental na aquisição de frotas, bem como veículos elétricos em perímetro urbano (Pegada ecológica);
    • Cooperação entre operadores para otimização de frotas (responsabilidade social interna / melhoria da rede de transportes / Pegada Ecológica).


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  • Os Desafios e Oportunidades da RSC no Turismo *

    O setor do turismo é estratégico para o emprego, não só por contribuir para empregar um conjunto significativo da população (8% do emprego), mas por igualmente permitir, pela natureza e diversidade das suas atividades, a reconversão e requalificação de profissionais migrantes de outros setores.
    O setor do turismo é estratégico para a economia, não só pela contribuição relevante em termos de Produto Interno Bruto (cerca de 10%), mas também por se apresentar como um dos setores que mais contribui para as exportações (cerca de 14%) e para a Balança Comercial Portuguesa, sendo o maior exportador de serviços (cerca de 46% das exportações de serviços).
    Por fim, o setor do turismo é estratégico para o ambiente e para a sociedade, pois se adequadamente regulado poderá constituir-se como um elemento fulcral na proteção do meio ambiente e na valorização do património cultural e seu financiamento.

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