18 junho, 2026

TRANSPARÊNCIA SALARIAL - NOVA DIRECTIVA

TRANSPARÊNCIA SALARIAL - NOVA DIRECTIVA

Transparência Salarial: o que muda para as empresas e porque é importante começar já

A Diretiva Europeia da Transparência Salarial está a transformar a forma como as organizações gerem, justificam e comunicam as suas políticas remuneratórias. Embora Portugal ainda não tenha concluído a transposição da diretiva para a legislação nacional, as empresas não devem encarar este atraso como um adiamento das suas responsabilidades. Pelo contrário, este é o momento ideal para avaliar práticas internas e preparar a organização para um novo paradigma de transparência e equidade.

Foi precisamente este o foco do mais recente ESG Spoiler Alert do GRACE, dedicado à Transparência Salarial, que contou com as intervenções de Tatiana Marinho, da Cerejeira Namora, Marinho Falcão, e Madalena Caldeira, da Gómez-Acebo & Pombo. Ao longo da sessão foram analisadas as principais implicações da diretiva para empregadores e trabalhadores, bem como os desafios práticos que as empresas terão de enfrentar nos próximos anos.

A diretiva introduz mudanças significativas ao longo de todo o ciclo de gestão de pessoas. Desde o recrutamento, passando pela definição de políticas remuneratórias, avaliação de funções e direitos de informação dos trabalhadores, até às futuras obrigações de reporte, as organizações serão chamadas a demonstrar que as diferenças salariais existentes assentam em critérios objetivos, transparentes e neutros em termos de género.

Do recrutamento ao reporte: o percurso da transparência salarial

Infografia Transparência Salarial

Entre as principais novidades destacam-se a proibição de solicitar o histórico salarial dos candidatos, o reforço do direito dos trabalhadores a obter informação sobre níveis remuneratórios e a necessidade de formalizar critérios de remuneração e progressão na carreira. A diretiva reforça ainda o conceito de “trabalho igual ou de igual valor”, obrigando as organizações a olhar para o valor dos postos de trabalho de forma mais estruturada e consistente.

Para muitas empresas, o maior desafio não será o reporte em si, mas sim o trabalho preparatório que o antecede: atualizar descrições de funções, mapear responsabilidades, avaliar funções de igual valor, rever estruturas remuneratórias e realizar auditorias salariais preventivas.

Mais do que uma obrigação de compliance, a transparência salarial representa uma oportunidade para reforçar a confiança dos colaboradores, promover a equidade interna e fortalecer a reputação das organizações enquanto empregadores responsáveis.

Paper exclusivo para associados

O GRACE disponibiliza aos seus associados um paper informativo exclusivo que aprofunda os principais temas abordados no webinar, incluindo:

·         O enquadramento da Diretiva Europeia da Transparência Salarial;

·         As principais obrigações para as empresas;

·         Os novos direitos dos trabalhadores;

·         Os desafios associados à avaliação de funções e ao reporte salarial;

·         Recomendações práticas para iniciar o processo de adaptação.

Os associados podem aceder ao documento completo através da área reservada do Hub GRACE.

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