GRACE Talks – “Uma boa história pode valer mais do que mil estatísticas!”

GRACE Talks – “Uma boa história pode valer mais do que mil estatísticas!”

Em Dia Internacional do Gestor de Voluntariado, o GRACE promoveu mais uma GRACE Talks com um convidado muito especial, Kenn Allen, Senior Consultant e ex-World President do IAVE e um especialista reconhecido em Voluntariado Corporativo*.

As boas-vindas ficaram a cargo de Rita Monteiro, membro da direção do GRACE em representação da EDP, que realçou a celebração do dia, não só da força do voluntariado, mas a importância do papel que cada um de nós tem. Revelou também que, em 2022, o GRACE irá lançar um Toolkit dedicado ao tema que possa ajudar as empresas que estão a começar e para melhorar os programas das empresas que já os têm implementados.

 

Apresentando depois o keynote speaker, Kenn Allen começou por reconhecer todos os presentes como heróis, protetores de valores. Após uma breve apresentação do trabalho desenvolvido pelo IAVE, fez uma retrospetiva da evolução do voluntariado corporativo, em que as empresas foram além da dinâmica do mero envolvimento de colaboradores, extrapolando atualmente para as famílias, reformados da empresa, clientes, entre outros. De acordo com um estudo, as empresas reconhecem o valor de sensibilizar e mobilizar este enorme grupo de voluntários e serem líderes nesta área.

Também revelou que, devido à Covid-19, as empresas tiveram de inovar, adaptar-se a novos modelos e aperceberam-se que têm de criar oportunidades de voluntariado mais próximas dos colaboradores, que tragam benefícios a todos e sejam fazíveis em situação de isolamento.

E como vai ser no pós-pandemia? Confessa que não sabe que modelo de voluntariado corporativo teremos, mas, depois da adaptação e mudança a que assistimos, está certo de que encontraremos uma solução.

Relativamente à Agenda 2030, Kenn Allen deixou uma recomendação às empresas. Há dificuldades em associar a implementação dos ODS a nível local, nomeadamente com iniciativas de voluntariado corporativo. Mas será suficiente? As empresas devem investir no seu compromisso para com os ODS. Como? “Desenhem iniciativas para os objetivos concretizáveis, eduquem os voluntários para ser embaixadores dos ODS, não só na empresa, mas nas suas vidas, e divulguem o vosso compromisso.”

Perante os desastres naturais e humanitários que aí vêm, aconselha as empresas a mudarem o seu modus operandi. As parcerias fortes e duradouras com ONGs devem ser estabelecidas já e não em cima do acontecimento e constituem a oportunidade perfeita para apender com as entidades “especializadas” em voluntariado.

Além do poder colaborativo, abordou também o valor dos programas de voluntariado corporativos e dos impactos causados. Documentar, definir métricas, monitorizar e avaliar são necessários sim, mas devemos explorar métricas qualitativas também. “Recolher e partilhar histórias de voluntários, parceiros. Uma boa história pode valer mais do que mil estatísticas!”, avançou o especialista.

Deixou ainda 2 dicas – apostar na criatividade – fundamental para o mundo do voluntariado corporativo pois causa inspiração e avanço, e alargar as “skills de voluntariado” – para que abranjam uma maior resolução de problemas e necessidades.

 

Caso não tenha tido oportunidade de assistir à Grace Talk pode fazê-lo aqui.

 

Consulte a publicação Empresas globais e o trabalho voluntário no mundo que espelha os resultados do Relatório Final do projeto de Pesquisa sobre Voluntariado Empresarial Global.

 

* Aceda à publicação do autor aqui.

 

 

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