“O que está a impedir a aposta das empresas no talento feminino?”

“O que está a impedir a aposta das empresas no talento feminino?”

No início de fevereiro, a ACT notificou mais de mil empresas com mais de 50 colaboradores que apresentavam uma desigualdade salarial entre homens e mulheres igual ou superior a 5%, o tema é notícia na RHmagazine, que conta com o contributo de Susana Almeida Lopes, Coordenadora Cluster ODS 5 do GRACE, Managing Partner da SHL Portugal e Coordenadora do livro Igualdade de Género em Portugal.

Para a Coordenadora Cluster ODS 5 do GRACE, a desigualdade é um resultado de “enviesamentos, muitos deles inconscientes, que homens e mulheres têm em relação ao papel das mulheres na sociedade “. “Cuidadoras, mães, menos orientadas para a carreira e pouco interessadas em cargos de liderança, são os estereótipos que populam, mesmo entre gestores preparados, detentores da melhor formação. Tal faz com que as mulheres não precisem de ter uma retribuição tão alta como os homens (não são eles o provedor de cuidado?), nem se motivam com prémios financeiros, nem estarão certamente interessadas em cargos de liderança, muito menos de administração e nunca de CEO”, revela.
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“Há mais mulheres do que homens em Portugal, pelo que valorizar o talento feminino numa época de escassez e fuga de talento pareceria uma estratégia lógica”, comenta Susana Almeida Lopes. “Todos os estudos evidenciam uma relação positiva entre a existência de mulheres em lugares de liderança e um melhor desempenho empresarial. Não teria lógica apostar em mais mulheres em cargos de gestão?”, questiona.

O artigo pode ser lido na íntegra aqui